9 de ago de 2019

Meu Pai, Meu Cozinheiro Herói!

Meu Pai, Meu Cozinheiro Herói!

Meu pai diz que o cara lá de cima gosta muito dele. Com todo respeito, posso afirmar que Deus gosta ainda mais de mim. Me deu o melhor pai que alguém pode ter.

O Adaid é mágico, cervejeiro, publicitário, jornalista e cozinheiro. Sem falar que adora tomar sol e praticar esportes ao ar livre. Como não crescer encantada por uma figura assim?

Andar de caiaque na lagoa Várzea da Flores, em Minas, era uma das coisas que o papai mais gostava de fazer.
Sempre fui a garotinha do papai e não tenho vergonha disso. Pelo contrário. Meu pai, que agora divide o posto de melhor amigo com o maridão, era o meu companheiro de todas as aventuras.

Foi com ele que aprendi a fotografar. E também foi com ele que me apaixonei pela imagem em movimento. 

Adoro essa foto. A cara de feliz do papai filmando, lá do alto, jacaré no Pantanal diz muito sobre ele.
Papai também me mostrou cedo a mágica de fazer a própria comida. E, no início dessa minha vida de cozinheiro, me incentivou a seguir esse caminho.

Numa época em que até a vovó Neném achava perigoso eu estar tão perto do fogo, o papai colocou a cadeira para eu alcançar o fogão. 

Cozinhar sempre foi uma alegria. Até quando eu ainda nem alcançava o fogão.
Olhando a foto pode parecer algo imprudente. Sei que criança na cozinha requer cuidado redobrado. Mas, com o papai, eu também aprendi a ser atenciosa.

E não foi só isso. Me dando tarefas impróprias para a minha idade, o Adaid me ensinou lições que vão muito além de novos pratos.

Os ensinamentos do papai são certeiros. Ele sempre diz o que eu preciso ouvir.
Enfrentar meus medos, testar meus limites e jamais aceitar um "não sem motivo" se transformaram em ingredientes dessas nossas receitas de família que nunca foram escritas.

Aliás, com o papai, aprendi a não seguir receitas. Papai cria a preparação do dia com o que tem na geladeira. E sempre foi assim. E para a gente não esquecer do grande feito, o Adaid batiza o prato com o nome do "convidado" que está à mesa ou com o motivo da reunião.

Família reunida na casa do papai: esposa, ex-esposas, filhas e genros. Faltaram a filha Márcia, a neta Maria Eduarda e a bisneta Sofia.
E como ele gosta da casa cheia. E de uma mesa farta. Estar à mesa, ao lado dos que ele ama, é uma das coisas que o Adaid mais valoriza na vida.

Pelas mãos do papai o simples se torna especial. Tarefa complexa para quem vive dizendo que ser rebuscado é fácil. Pensamento de publicitário, eu sei. Para o Adaid a simplicidade é genial. E ele explica essa teoria com uma clareza de pensamento que impressiona.

E fica sem entender se você não consegue acompanhar a linha de raciocínio dele.
Por falar nisso, talvez esse magnetismo que o papai exerce sobre as pessoas tenha "vindo de berço". Eu não conheci o meu avô, mas a mamãe diz que o seu Raphael Adaid era um cara impressionante.

Minha mãe, inclusive, era apaixonada pelo vovó Raphael. Provavelmente essa genialidade do papai vem daí. 

Meu avó paterno Raphael Adaid. Queria muito ter conhecido esse cara.
Ou talvez venha dos astros. Aquariano festeiro, nascido num domingo de carnaval, e representante fiel do signo, papai é um cara à frente do seu tempo. Empreendedor nato, Sérgio Adaid foi um dos responsáveis pela implantação da TV a Cabo no Brasil, em 1990. 

A empresa dele, a TV Vídeo Cabo de Belo Horizonte, foi a primeira concessão de TV a Cabo a operar numa capital brasileira.

Matéria publicada no jornal mineiro "Hoje em Dia" no dia 22/08/1990.
Papai foi, ainda, o criador do primeiro canal local a cabo do Brasil, o Canal 25, inaugurado em 1995. O ambicioso projeto deu voz às Gerais e que abalou os pilares da comunicação focada no eixo Rio-São Paulo.

O Canal 25 também saiu na frente de todas as emissoras do país. Em 1997 o canal que "falava a nossa língua e mostrava a nossa gente" transmitiu, pela primeira vez na história do Brasil, a programação ao vivo pela internet.

Matéria publicada no jornal mineiro "Hoje em Dia" no dia 10/11/1997.
Pioneirismo que papai conquistou a partir de uma vasta experiência adquirida na chamada "escola da vida". E ele começou cedo. Em 1960, aos 10 anos, o Adaid já fazia dinheiro vendendo as laranjas do sítio do vovô Raphael pelas ruas dos bairros Prado e Calafate.

Por conta do carisma dele, dizem que o papai era muito benquisto na região.

Papai aos 8 anos, na Rua Dos Andes, no Calafate.
Pouco tempo depois, na adolescência, a popularidade do garoto o levou a integrar às famosas "Turma do Palito" e "Turma do Pincel", que reunia os jovens do Calafate e do Prado.

Os grupos foram a oportunidade do papai  de fazer amizades eternas e de exercitar o bom papo.

Turma do Pincel. O papai é o primeiro jovem, da direita para a esquerda.
Tanto que aos 30 o Sérgio já tinha feito um pouco de tudo. Tinha sido detetive profissional, vendedor de curso de inglês por telefone e dono de recauchutagem de pneu.

Papai usava a habilidade do raciocínio rápido e o dom da comunicação para empreender. E, em tudo o que trabalhou, de alguma forma inovou o processo. Ganhou dinheiro, adquiriu expertise e fez bons amigos.

Com o Péricles e o Franco, amigos queridos que o trabalho deu para o papai.
Mas independentemente do emprego, desde o primeiro ofício, os fins de semana dele foram marcados por dois hobbies: tirar fotos e cozinhar. E eu incorporei os dois: numa mão a câmera e na outra uma colher.

Papai, mesmo com a agenda apertada, nunca deixou de cozinhar. Principalmente para a família. O maridão diz que eu sou igual a ele. Eu fico feliz em ouvir e concordo. Esse "cuidar do outro através da comida" eu realmente aprendi com o Adaid e com a vovó Neném.

Adoro tudo nessa foto: a blusa do papai, a minha blusa (que é dele), o meu sorriso, o dia de sofá e nossas mãos juntinhas.
Na cozinha do papai eu entendi o que é "ouvir o meu corpo" e aprendi a preparar o alimento com leveza e alegria. Tudo sem pressa. No tempo de uma conversa sobre universos paralelos e o poder do pensamento.

Isso desde os 6 anos de idade. E depois ainda tem gente que não entende o porquê de eu ser tão diferente...

Papai é assim: adora uma brincadeira e não deixa o lado criança morrer.
Sim, sempre fui um E.T.. Trocava qualquer festa ou saída da turma por um momento com o papai. E era muito bom.

A gente se divertia com qualquer coisa. Podia ser no pedalinho do Parque Municipal ou empinando pipa na Praça do Papa ou jogando Mancala no chalé. 

É a foto que mais define nossa relação. Saudade de jogar Mancala com o papai.
Porque, com o papai, até ficar em casa era um acontecimento. O Adaid colocava na vitrola o disco da Xuxa e montava o show na sala. E filmava tudo. E depois fazia aquele banquete. E a gente comia numa mesa muito bem posta, à luz de velas, curtindo cada instante.

E depois se jogava no tapete da sala para assistir à fita da bagunça em família. Até hoje me emociono quando vejo as preciosidade que passei da fita Hi-8 para arquivo digital.

Papai e o "Trio Calafrio": eu, Carolina e Fabiana.
Vai ver que é por isso que gosto tanto de registrar meus almoços e jantares. Talvez também seja por isso que eu adore tirar foto dos pratos, principalmente dos inusitados que provo durante minhas andanças por esse mundão de meu Deus.

Não consigo dissociar as palavras "comida", "festa" e "foto". E o papai também não. E nós dois nos agarramos nesses três pilares para direcionar nossa estrada, principalmente quando algo não vai tão bem.

Fotografia sempre foi uma paixão do papai.
Foi assim com o papai durante a separação dele da mamãe. Em 1980, no primeiro ano da nova década, o Adaid deixou para trás um casamento de 8 anos, duas filhas pequenas e o trabalho na Pneuflex, a empresa de recauchutagem de pneus montada pelo casal.

E foi para a casa nova levando apenas a escova de dentes, uma escrivaninha (que ele tem até hoje e que não se desfaz por nada nesse mundo) e a caixa mágica de "congelar a felicidade". E aproveitou esse novo começo para abraçar a fotografia como profissão. E foi aprender com o melhor.

Papai sempre faz do limão uma limonada. Nos momentos mais difíceis se agarra no que ama para seguir em frente.
Na época (e até hoje), o grande nome da área em Minas Gerais era Miguel Aun. Papai já o conhecia porque comprava os equipamentos de fotografia no Foto Elias. A loja, a principal do setor, era do pai do Miguel, o senhor Elias Aun, um fotógrafo amador que tinha deixado o Líbano no início dos anos 30 para tentar uma nova vida em Belo Horizonte.

Durante o curto e produtivo tempo sendo assistente do renomado (e querido) fotógrafo Miguel Aun, papai se encantou ainda mais pela cena estática. E pouco tempo depois as fotos o levaram ao vídeo.

E o papai dirigiu produtos incríveis, como a cobertura do carnaval de Belo Horizonte de 1988.
Sou sortuda porque o papai me passou muito desse aprendizado que teve com o grande mestre Miguel Aun. Aos 7 anos de idade eu já tinha a minha máquina fotográfica, uma Kodak Instamatic.

Muitos anos depois eu a aposentei. E passei a usar a última câmera analógica do papai, uma Nikon FX. Hoje as duas "caixas mágicas" enfeitam o meu cantinho de trabalho na PhotoMathiz, a empresa de fotografia que tenho com o maridão.

Herdei do papai esse amor pela imagem. E hoje a fotografia é uma parte importante da minha vida.
Também herdei a omeleteira do papai. Ele ainda faz tortillas, mas as lembranças das melhores estão impregnadas naquela frigideira velha que eu tanto gosto de usar e da qual eu também não me desfaço por nada nesse mundo.

Confesso que nela cozinho mais omeletes que tortillas de batatas. Talvez porque, na minha cabeça, não faz muito sentido fazer o tradicional prato espanhol sem ter o papai por perto para provar a delícia. Talvez também seja por isso que eu quase nunca faça macarrão.

Papai e macarronada, uma dupla inseparável. Receita que eu até faço, mas que nunca fica tão boa quanto a do Adaid.
Macarronada, para mim, tem que ser a do papai, feita do jeitinho que a mãe dele, a dona Wanda, o ensinou. Fritando o extrato de tomate com carinho e usando o amor para temperar a massa.

O mesmo sentimento também foi o que sempre guiou essa minha vida de cozinheiro. Até quando eu resolvi sair do restaurante do talentoso chef mineiro Guilherme Melo, o Hermengarda, para continuar minha trajetória no Planalto Central.

Os amores da minha vida reunidos num dos dias mais felizes de todos. Muito obrigada, meu Deus.
Deixei as montanhas das Gerais, mas não o amor pela minha terra. Porque isso o meu papai me ensinou a ter. Amor por tudo o que me define. Amor pela minha família. Amor por mim e por algo maior, que não se traduz em palavras.

Tem muita gente que me acha meio Pollyanna. Não me incomoda. Adoro jogar o "jogo do contente". Sou feliz e celebro todos os dias essa alegria do meu coração. Porque comemorar e agradecer foi o que aprendi a fazer com o meu pai e com a minha amada vovó Neném, os dois mestres dessa minha Vida de Cozinheiro.

Vovó, mamãe, papai e Fabi. Família é tudo pra mim.
Aliás, papai também nunca se preocupou com o que os outros pensam dele. O Adaid é um cara autêntico e se orgulha disso. Tem momentos que é até "do contra" demais para o meu gosto. Mas eu cresci ouvindo que “toda unanimidade é burra”. E eu concordo com ele.

E ter essa consciência foi fundamental para eu conseguir "pensar fora da caixa". Claro, estou a "anos-luz" de ter o raciocínio do papai. Mas sei que estou no caminho.

Adoro essa foto tirada durante uma viagem de trabalho para Ipatinga. Sempre gostei de trabalhar com o papai.
Por falar nisso, papai me transformou em uma fã do Raul. Sou uma criança que cresceu ouvindo Xuxa e Raul Seixas. Pois é, vai entender... Só sei que essa mistura do imaginário com o concreto me ajudar a criar um feliz mundo real.

E essa, pra mim, é a grande beleza da vida e da gastronomia: juntar ingredientes (a princípio não compatíveis) para criar preparações incrivelmente inusitadas e saborosas. E, muitas vezes, fazer algo que surpreenda até mesmo o cozinheiro.
Matéria publicada no jornal mineiro "Estado de Minas" no dia 07/04/1991.
Foi assim com a TV Vídeo Cabo. Papai nunca teve pretensão de trazer a TV a cabo para o Brasil, mas queria ter um canal de televisão. E fez do cabo o meio para chegar à TV. E hoje é praticamente impossível pensar num televisor exibindo apenas 6 canais.

Com essa "visão além do alcance" o Adaid também "entendeu a internet" muito antes do veículo se tornar popular. Lá no ano 2000 ele já sabia que o YouTube iria, em pouco tempo, ganhar força. Ele viu que o futuro da TV no país (e no mundo) não estava numa concessão dada pelo governo. E, mais uma vez, pensou grande. E vendeu o Canal 25, um dos mais assistidos da capital mineira.

Papai sempre foi um cara a frente do seu tempo. Orgulho de ter um pai assim. Matéria publicada no jornal mineiro "Hoje em Dia" no dia 09/07/2000.
E com essa ideia de transmissão ao vivo de qualquer lugar e para o mundo possibilitada pela internet o Adaid criou a primeira estação móvel completa de televisão, carinhosamente batizada por ele de "Full Station".

Com o moderno caminhão, Sérgio passou a prestar serviço para as principais emissoras de televisão do Brasil e continuou fazendo o que mais amava: dirigir produtos para esse universo audiovisual. E por mais 9 anos eu estive ao lado dele.

A Full Station foi um dos projetos inovadores do Adaid.
Com a "Full Station" rodamos nosso querido estado de Minas Gerais aproximando as pessoas dessa mágica que é fazer TV e aprendendo um pouco de tudo, principalmente as boas receitas de vida.

Andanças marcadas por encontros, imagens e comidas, que nos permitiam voltar para a casa com a bagagem recheada de ingredientes e ideias. E cada retorno era comemorado na cozinha, com a produção de um prato especial.

Saudade de trabalhar com essa turminha boa. Fazer o que se ama ao lado de bons amigos é um presente de Deus.
Além da comida hoje na casa do papai a bebida também é diferenciada. São almoços e jantares regados à cerveja artesanal. Isso porque, em 2008, o gosto pelo caldo fermentado do malte que o papai sempre teve começou a falar mais alto que o amor pelo audiovisual.

E aí, mesmo sendo referência no setor de comunicação mineiro e brasileiro desde os anos 70, o papai largou a profissão para se dedicar à outra paixão: fazer cerveja.

Como não se encantar por um cara que curte cerveja boa, natureza e rock and roll? É, sou fã do papai.
O Adaid conhecia há tempos o processo de fabricação caseira da bebida e tinha passado muitos anos bebendo somente as cervejas feitas por ele. Mas o hobbie tomava muito tempo do empresário e a ideia foi parar na geladeira.

Até que em fevereiro de 2008, num domingo de Carnaval, o fermento que impulsiona o mosto (e o mestre cervejeiro) novamente "ganhou vida". E o Sérgio fez profissionalmente sua primeira brasagem, que é o cozimento do malte para extrair os açúcares necessários à fermentação da cerveja.

Papai cozinhando o malte. Receita que eu adoro acompanhar.
A experiência foi um sucesso e a saborosa "breja" ganhou o nome de Hagen, que significa “nascida em uma festa”. E aí, quase 40 anos depois de participar do primeiro curso de cerveja, papai decidiu, bem como fez com a fotografia, transformar novamente a paixão em negócio.

Em 2010, depois de dois anos de estudos, papai fundou a Don Filippo, uma moderna Homebrewery. O nome da cervejaria é uma homenagem ao avô imigrante, um saudoso bebedor de vinhos e de cervejas da sua querida Itália.

Não virei cervejeira, mas sempre estive ao lado do papai. Nessa foto, eu, a Carol e a Fabi estamos ajudando o papai na 1ª Uaiktoberfest, em 2011.
A Don Filippo produz as cervejas Hagen Pale Ale, Weiss e Pilsen, usando a puríssima água que brota da Serra da Moeda, a 40 quilômetros de Belo Horizonte. Os cereais maltados são trazidos diretamente da Noruega, Alemanha e Dinamarca, juntamente com lúpulos e fermentos especiais.

Seguindo a Lei da Pureza de 1516, papai faz as cervejas Hagen sem usar conservantes ou aditivos químicos. E mexe o panelão de malte com o mesmo amor que prepara nossas refeições de domingo. E, entre uma aferição e outra, conversa comigo. Muitas vezes, só pelo olhar.

Alegria de poder passar um fim de semana ao lado do papai ficou ainda maior depois que me mudei para a Brasília.
Em quase 41 anos de vida ao lado dele são tantos momentos incríveis, tantas viagens, tantos bate-papos que fica impossível eleger o momento mais especial.

E o melhor acaba sendo sempre o próximo encontro marcado e o próximo abraço apertado. Aquele com o qual sonho em todos os meus dias de Brasília e que só posso dar quando vou à BH.

Família reunida na casa do papai. Meus três presentes de Deus. Amor maior que eu.
Mas está bom assim. Aliás, está ótimo. Estou fazendo o que quero da minha vida, sem ofender ninguém e sem me magoar. E assim, seguindo o meu caminho com os olhos no futuro e coração sempre batendo pelo passado que me faz feliz, também eu estou homenageando o papai.

A saudade aperta? Claro! E aí eu vou para a cozinha, faço um cozidão, abro uma bela cerveja artesanal e brindo à vida ao lado do maridão. E agradeço. Agradeço a Deus, à minha amada vovó Neném, aos meus pais, aos meus irmãos e amigos por todas as alegrias vividas.

Acho que a maior lição que aprendi com o papai foi a ser livre. Liberdade do corpo e da mente: sem dúvida, um dos melhores presentes da vida.
E não me canso de dizer: "muito obrigada, pai". Minha vida de Cozinheiro é mais saborosa com seus pratos e mais animada por sua risada. Você me ajuda a perceber onde meu coração quer chegar. E me faz entender que a caminhada é mais importante que o ponto final. Muito obrigada é pouco. Te amo. Feliz Dia dos Pais!

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