Azeite de Oliva: aprenda a escolher o melhor!

Por quarta-feira, 9 de maio de 2018 , , ,

Azeite de oliva extravirgem: o melhor! Foto: Foodista / Flickr.
Azeite de oliva não é um produto fácil de escolher. Apesar dos vidros serem bem parecidos, a diferença de preço dos produtos à venda, normalmente, são enormes. E aí vem a dúvida: como escolher o melhor? Pelo preço? Não mesmo. Esqueça o valor e até mesmo o vidro mais bonito. Minha sugestão é você ir direto ao rótulo. 


Pra começar você deve reparar na informação referente à acidez do óleo. É recomendável levar pra casa sempre o azeite de oliva extravirgem, de acidez inferior a 0,5%. Eu costumo comprar sempre o azeite de oliva extravirgem com acidez inferior a 0,2% por considerar que o azeite mais suave é mais agradável ao meu paladar. 

Não se engane: azeite é difícil de escolher! Foto: mazzarosmarket.com
Por isso eu sempre acabo comprando aquele vidrinho esquecido na prateleira do supermercado, que ninguém leva por ser o triplo do preço do outro. É caríssimo mesmo, eu sei. Também tenho consciência que dinheiro não dá em árvore e que, em tempos de crise, a palavra de ordem é "economizar".

Mas também sei que consumir um bom produto faz bem pra minha saúde. Mas vale a pena investir num bom azeite porque é um produto que rende bastante. Afinal, ninguém vai "beber" azeite, né?

Lá em casa, um vidro do óleo de oliva dura cerca de 4 meses. Os especialistas recomendam consumi-lo em até dois meses, mas eu nunca tive problema em usar um azeite teoricamente "passado". Dica: uma forma de saber se o azeite estragou é perceber um gosto rançoso no produto. Os especialistas também costumam dizer que azeite bom tem gosto de grama. Eu não acho. Pra mim, azeite bom tem um quê de limão siciliano e um aroma de nozes. 

Pra mim, não tem combinação melhor: azeite, tomate e manjericão! Foto: Pezibear / pixabay.com
Por conta dessa suavidade eu normalmente uso só para regar, moderadamente, saladas ou para comer com pão e bebendo um belo vinho. Adoro! Porque sim, cada óleo cumpre um objetivo. O óleo de amendoim ou de girassol, da postagem "Qual o melhor óleo para cozinhar?", é para ser usado em processos de cozimento, no qual aquecemos o alimento à temperatura de até 220º C.

Já o azeite de oliva extravirgem, de acidez inferior a 0,2% (quanto menor é acidez, mais puro é o produto), é para ser usado em preparações que não serão levadas ao fogo ou ao forno, sendo ideal no tempero de folhas e para dar um toque especial em pastas e patês. No meu de alho-poró eu uso e fica ótimo!

Azeite de oliva extravirgem: remédio para os antigos. Foto: mercadomunicipaldecuritiba.com.br
Aliás, consumir um bom azeite de oliva faz bem pra saúde. Não sei se você já ouviu falar na dieta do mediterrâneo. A famosa alimentação baseada em frutas, hortaliças, cereais e azeite de oliva é uma aliada do coração e ainda auxilia na prevenção de derrames.

O consumo moderado de azeite de oliva extravirgem também é fundamental para ajudar a manter o colesterol total dentro dos níveis normais, porque a substância contribui para a diminuição da taxa do colesterol ruim (LDL).

E não é só isso. De acordo com a Sociedade Beneficente Israelita Albert Eistein, o óleo também influencia no aumento do colesterol bom (HDL). Isso ocorre porque neste tipo de azeite de oliva existe uma grande concentração de gordura monoinsaturada (77% de sua composição).

Consumir um bom azeite de oliva faz bem pra saúde. Foto: creativecommons.org / Skitterphoto.com
E uma das propriedades da gordura monoinsaturada é capturar o excesso de colesterol ruim em circulação no sangue, sendo, dessa forma, benéfica ao coração. Sem falar que este óleo ainda é rico em vitamina E e ajuda a regular o intestino.

Além disso, por não ser refinado, o azeite de oliva extravirgem apresenta compostos bioativos com propriedades antioxidantes, influenciando na prevenção de processos inflamatórios e doenças crônicas.

As propriedades benéficas do azeite são conhecidas há tempos. Foto: creativecommons.org / pexels.com
Tanto que o azeite, conhecido há mais de cinco mil anos, era considerado por Hipócrates, o Pai da Medicina, não só alimento, mas um poderoso remédio. Na época ele utilizava o óleo para tratar ferimentos e aliviar dores.

Mas por que temos que comprar o azeite de oliva mais caro? A explicação é simples. A base de todo azeite de oliva é a mesma. Ele é feito a partir da fruta oliva (a azeitona) que passa por um processo de prensagem (ou centrifugação) para a retirada do óleo contido nela. E é aí que começam as diferenças.

Oliva ou azeitona: a matéria prima do azeite... Foto: Andrew Nash / Flickr.
O azeite de oliva que não recebe as denominações "extra" e "virgem" é o azeite que foi refinado e que não deve ser consumido. A azeitona usada neste azeite passou por um processo industrial que envolve aquecimento, alta pressão, soda cáustica e ácido fosfórico. 

Este azeite de oliva, conhecido como " lampante" tem durabilidade de vários anos mas não tem qualquer propriedade benéfica, aroma ou sabor.

Tem azeite sendo vendido no supermercado que nem pode receber essa denominação. Foto: creativecommons / pxhere.com
Já o azeite de oliva "virgem" é produzido a partir da segunda ou terceira prensagem das azeitonas maduras. Esta retirada do óleo é feita, exclusivamente, por processos físicos: lavagem, moagem, prensa fria e centrifugação. O resultado é um produto não fermentado de média acidez (entre 0,8% e 2%).

E o azeite de oliva "extravirgem" é o retirado da primeira prensagem a frio da azeitona. Neste contexto, o termo "virgem" indica que o azeite não sofreu nenhum processo químico, apenas mecânico e o termo "extra" se refere à qualidade da matéria-prima usada em sua fabricação. É o azeite de oliva que possui menor acidez.

Azeite de oliva extravirgem: o melhor mesmo é o de acidez inferior à 0,2%. Foto: Condesign / Pixabay.
Lembrando que para ser considerado extravirgem tem que ter acidez igual ou menor que 0,8%. Assim, quanto menor a acidez do azeite de oliva extravirgem ingerido mais serão os benefícios para a saúde, devido as grandes concentrações de polifenóis e antioxidantes contidos nestes óleos de acidez reduzida. Qualidades que, infelizmente, encarecem o produto mas que valem o preço!

Portanto, na próxima vez que você for ao supermercado, em vez de passar batido pela prateleira dos extravirgens, dê atenção ao produto.

Azeite extravirgem é sempre a melhor opção! Foto: creativecommons / pxhere.com
Examine, com calma os rótulos porque nem sempre conseguimos encontrar facilmente o grau de acidez do azeite. Procure entender porque, de fato, um produto custa mais que o outro. Lembrando que, de acordo com os médicos, um bom azeite de oliva extravirgem deve ter acidez igual ou inferior à 0,2%.

E uma última dica: pesquisar sobre o produtor do azeite que você está levando pra casa também é importante. O ideal é que a mercadoria tenha sido armazenada em ambientes climatizados desde a produção até a saída da fábrica. 

Recipientes escuro é sempre a melhor embalagem para o azeite. Foto: revistaadega.uol.com.br
A embalagem do produto também é um item essencial para a escolha do azeite que você vai levar pra casa! O vidro deve ser, de preferência, de cor escura já que a exposição à luz contribui para a oxidação da substância. Em 2017, durante uma operação, o Ministério da Agricultura reprovou 45 marcas de azeite de oliva.



Quer dar uma incrementada no seu azeite? Use ervas! Foto: creativecommons / pxhere.com
Outro detalhe: ao comprar o azeite não esqueça de analisar, além do rótulo, a data de envase e a validade do produto. Azeite segue a lógica contrária do vinho: quanto mais novo o óleo, melhor! O ideal é que você coloque no carrinho o azeite da última safra, sendo que o primeiro ano do produto engarrafado é o que mantém as características do azeite praticamente intactas.

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