Minha Páscoa na Amazônia

By 22:18 , , , , , ,

Com os meus novos amigos da Aldeia Tuyuka!
Páscoa, no melhor sentido da palavra. Essa, sem dúvida, é a definição perfeita do meu último feriado prolongado. Pra quem não sabe, fui pra Amazônia.

Natureza é a minha religião!
Fiz, com o maridão, os tradicionais passeios de lá, como o do Encontro das Águas, o do nado com os botos, o da visita à torre de observação do Jardim Botânico de Manaus... 

Torre de observação do Jardim Botânico de Manaus.
Aliás, aproveito para deixar registrado o meu muito obrigada à Iguana Turismo! Valeu demais, Wilson! Ótimos roteiros e tratamento diferenciado! Recomendo! 

Wilson, da Iguana Turismo, fez questão de nos buscar para os passeios! Muito obrigada, amigo! Adoramos tudo!
Meu muito obrigada também ao seu Djalma, o melhor taxista de Manaus. Sem ele não teríamos conseguido entrar no Musa, nem provado a melhor comida da capital (assunto para um próximo post, inclusive) e nem conhecido o fantástico mercado de peixe... 

Seu Djalma é o cara! Conhece tudo e todos na capital do Amazonas... Sem dúvida, o melhor taxista de Manaus! 
Ah, também não seria justo não deixar um agradecimento especial à toda a equipe do Hotel Intercity Manaus. Ficamos hospedados duas noites lá e nos sentimos em casa! Pra vocês terem uma ideia da hospitalidade, até sanduíche eu ganhei para levar para o passeio do Encontro das Águas.

Gentileza que não dá pra esquecer! Muito obrigada, seu Ricardo! Estava uma delícia!
Tudo porque o seu Ricardo, o responsável pelo café da manhã, viu que eu não tinha me alimentado tão bem e resolveu me fazer esse agrado! Saímos de lá encantados com tanto carinho! Muito obrigada, amigos!

E abraços mais que especiais para o seu Ricardo, o seu Varney e o seu Wiliam! Adoramos! E recomendamos! Tanto que até fizemos um vídeo para o YouTube do Próximo Embarque falando do InterCity!

Mas era Páscoa, não é mesmo? Por isso, fomos além de Manaus. Vivenciamos a renovação da melhor maneira que existe de auto-conhecimento: sair do lugar comum! E, assim, fomos pra mata! 

Pegamos um voo para Manaus. Depois uma van para o porto da capital. E, lá, um barco para um outro porto. Em terra firme, pegamos uma Kombi. Sacolejo em estrada de chão e um novo porto. A nossa espera, em barco menor (daqueles que só de olhar já balança). 

No começo fiquei com medo, mas vai por mim, o barco é super seguro! Valeu demais a viagem!
E, depois de uma "Via-Sacra" de quase 3 horas, a tão esperada floresta inundada! E a mágica, simplesmente, aconteceu. Fiz coisas das quais nunca sonhei... Dormi na rede (no meio do nada) e ouvi barulhos inimagináveis. 

Essa primeira rede era a do maridão. A minha está logo atrás... Dormir assim foi uma experiência inesquecível!
Senti medo, passei frio, tomei banho gelado. Andei sem saber pra onde ir. Consegui encarar um sapo de frente sem dar chilique. Comi larva de vaga-lume e adorei!

Passei a comer feijão com gosto. Pesquei o primeiro peixe da minha vida (detalhe: uma piaba, quase do meu tamanho). 

Pescando pela primeira vez na vida!
Presenciei o real significado da palavra necessidade e aprendi a diferenciar luxo de conforto. E, com os perrengues, a Mariana fresca e medrosa deu lugar a uma nova mulher. Mais forte, confiante, simples e consistente. 

Sentindo a mata e aguçando os sentidos...
Uma trajetória (pasmem, de apenas 3 dias) que me fez ver que nem tudo o que queremos acontece como imaginamos. Às vezes, as surpresas são muito, muito melhores...

Aproveito para agradecer também ao Gerry, dono do hotel de selva Juma Lake Inn. Tanto ele quanto a esposa dele, a dona Maria Cleide, e toda a equipe nos recebeu muito bem lá na selva! Adoramos tudo! A comida, o quarto, a estrutura e, principalmente, a hospitalidade!

O Jerry, do hotel Juma Lake Inn nos tratou muito bem! Obrigada, amigo!
E, de tudo isso, a cereja do bolo foi constatar (empiricamente) que sentimentos como amor, amizade e respeito não têm cara, nem idioma, nem idade. Conheci pessoas incríveis e fiz amigos pra vida inteira: Mari + Taesoo + Thiago + Chilton  + Suzuki  = best friends forever! 

Brasileira + coreano + brasileiro + índio da tribo Macuxi + japonês = melhores amigos para sempre!
E como se esse encontro não bastasse, saí de uma aldeia indígena com a maior vontade do mundo de ficar. Tudo porque não queria me despedir do meu mais novo amigo, o Antano.

Sou apaixonada por criança. Fato. Mas esses aí ganham a taça da fofura! Saudade!
Uma pecinha rara que, do nada, chegou perto, conversou comigo, me deu beijo e abraço apertado. 

Antano, um amor pra vida inteira! Saudade demais desse indiozinho sapeca!
E, em pouquíssimo tempo, como num estalo, reconheci nesse pequeno e brilhante indiozinho sabedoria maior do que pude acumular em 38 anos de existência. 

O pouco tempo que passei com o Antano foi uma eternidade pra mim! Nunca irei esquecê-lo!
Foi bom? Não. Foi perfeito. Foi a ressurreição que eu precisava nesse momento da minha vida. Pode parecer exagero mas estar ali, deitada numa rede, coberta apenas por um caramanchão de palha, totalmente vulnerável, me fez ver claramente, o quanto "tudo" e "nada" são ideias complementares...

Reconhecendo o terreno... Com os amigos Suzuki e Taesoo!
Tá, é muita viagem na maionese, eu sei. Mas só quem já passou por isso vai entender... Senti algo parecido quando acordei no CTI, depois da minha cirurgia de troca da válvula pulmonar. Mas na Amazônia foi mais real, bem mais desafiador e enriquecedor... 

Tem sensação de paz maior do que essa? Eu desconheço.
Bem como na Semana Santa celebrada pelos católicos, tive meus momentos importantes inserida num contexto totalmente diferente, interagindo (em inglês) com descendentes de outras culturas. 

Um contato verdadeiro com a natureza do planeta e do outro, sem máscaras, maquiagem ou ruídos. Uma vivência plena da real comunhão entre corpo, mente, água, fogo, terra e ar... 

Até a Vitória-régia nos presenteou com uma flor!
Até o meu relacionamento com o Thiago entrou na roda. Não é a primeira viagem que faço ao lado do maridão. Longe disso. Nesses 4 anos, conhecemos 11 países juntos. Mas lá, na Amazônia, enxerguei qualidades no Thiago que não tinha tido a oportunidade de ver antes... 

Metade da minha mochila! Sempre!!!
Passei a admirar ainda mais o meu parceiro e meu amor se tornou mais forte e maduro. Foi surreal e, praticamente, impossível descrever em palavras esse sentimento de pertencimento cósmico. 

Vida de Cozinheiro na selva! Cozinhando arroz no caldeirão ao lado do amigo e melhor guia da Amazônia!
E uma coisa ficou bem clara: quase nada do que elegemos como "importante" têm, de fato, significativa relevância. Ensinamento que, sem dúvida, não vou esquecer!

Difícil mesmo foi despedir de tantos bons momentos! Muito obrigada, meu Deus! Minha Páscoa não poderia ser mais perfeita!
Obrigada, amigos! Adoramos!
                                    ----------------------------------------------------------------------------------------------------

Nós te ajudamos com esta postagem? Então siga o Vida de Cozinheiro nas Redes Sociais e ajude a divulgar o nosso trabalho compartilhando este conteúdo.


Toda nossa obra é oferecida gratuitamente aos leitores.

Você também pode gostar!

0 comentários