Alta Gastronomia em Tulum!

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Ceviche: fresco e saudável!
Tem gente que acha que México é Cancún... Mas a Riviera Maia é muuuuitoooo mais que isso! Aliás, pra falar a verdade, depois de um mês explorando o país (conheci 17 cidades) posso garantir: Cancún é o destino mais fraco. Top mesmo, na Riviera, é Tulum!

A cidade é perfeita porque possui três características que adoro: ruínas históricas, ares de interior e praia... Tem coisa melhor? Foi a vista mais linda que tive desta incrível viagem (saiba tudo sobre minha andança pelo México no site do meu maridão o PróximoEmbarque.com)! 

Sítio arqueológico de Tulum! O mais bonito que conheci no México!
Mas como não é só de céu, sol e mar que vive esta cozinheira que vos fala, vamos ao que interessa: a comida! Ao conhecer as ruínas, já no estacionamento (que é pago) você começa a ser "convencido" (leia-se: obrigado) pelos guias locais a frequentar a praia do centro histórico. Não caia nesta roubada! Lá, além de tudo caro, é uma farofa só... Rsrs... 

Praia do Sítio Arqueológico de Tulum.
Como estávamos de carro (alugamos em Cancún e fomos parando, de cidade em cidade, até chegarmos em Mérida, no Golfo do México) resolvemos procurar opções mais interessantes. A primeira ideia (e a mais óbvia) foi visitar as praias gratuitas. Um fiasco! Não vá! 

A não ser que seja só para tirar fotos. Lá não presta por dois motivos. Primeiro: a praia é repleta de enormes pedras, o que a torna pouco segura para banho. Depois porque, ainda que você resolva escalar as pedras e entrar na água, não tem como ficar no local por muito tempo já que não existem banheiros, lanchonetes ou, ao menos, um quiosque. 

Praia pública de Tulum.
Aí, depois da foto (linda paisagem!), só nos restou a última alternativa, totalmente desconsiderada até então por conta do preço: a "praia particular". E quer saber? Graças a Deus as outras opções não deram certo porque praia privativa é tudo de bom! 

Pra começar, o caminho que nos leva a esses "restaurantes-pousadas" é lindo! Uma estradinha de terra, bem arborizada, com imponentes portões de madeira e placas rústicas nas estradas. Algo que me lembrou os bons tempos de Arraial D'Ajuda... Pois é, fomos, meio tímidos, ainda com receio de entrar em alguma propriedade... 

Realmente: é tudo tão chique que assunta mesmo. Rsrs... Mas, depois de percorrer o caminho por duas vezes, e começar a ficar com fome, decidi: não importava o preço! Estava com a barriga roncando, morrendo de calor, doida pra cair na água e com um cartão de crédito internacional na bolsa! Ou seja: nós íamos entrar e nos divertir. 

Acesso às praias privativas de Tulum.
Escolhemos, então, a fachada mais convidativa por um simples motivo: já que íamos pagar caro, que fosse por uma coisa boa! E foi aí que entramos e tivemos uma grata surpresa (que nenhum site de viagem te conta): aquela orla, na verdade, é pública! Qualquer um pode entrar! O que não se pode fazer, obviamente, é usufruir da infraestrutura do restaurante sem consumir algo. O que é justo, ao meu ver. 

Só pela placa já dá vontade de entrar!
E, como o que mais queria era sombra, espreguiçadeira e água fresca, tratei logo de chamar o garçom. O atendimento impecável só foi superado pelo gosto da comida. No "La Zebra" comi um dos melhores ceviches da minha vida! Peixe e camarão selecionados, apresentação gourmet e uma paisagem de fazer inveja: mar azul e o maridão do lado... Não. Não tem nada melhor que isso! 

A vida que pedi a Deus...
O ceviche não é nada difícil de fazer, mas é tão delicado que, se você pesar um pouquinho a mão, pode colocar tudo à perder. O ceviche é um prato peruano que, tradicionalmente, leva três temperos básicos: coentro, cebola crua e pimenta. E, normalmente, causa uma reação nas pessoas parecida com a comida japonesa: ou você ama ou detesta! O prato foi inventado pelos Incas, há uns 2 mil anos, mas se popularizou bastante em toda América Latina, principalmente na Colômbia, Equador, Chile e México.

A base do ceviche é um peixe branco cru, marinado em suco cítrico, acompanhado de algum tubérculo. As inúmeras variações do prato vão da criatividade de cada Chef e dos ingredientes locais. O que comemos no "La Zebra" foi o Ceviche tradicional do norte do México , feito com camarão , limão, pepino, coentro e abacate fresco... Mas, se você quiser fazer o ceviche em casa, deixo aqui uma receitinha clássica:

- peixe branco (fresco e limpo)
- sal
- pimenta dedo de moça picada (sem sementes)
- coentro fresco (se você não gostar de coentro pode usar salsinha fresca)
- milho cozido (não vale o de lata, ok?)
- suco de limão Taiti
- gelo
- cebola roxa
- molho de pimenta
- água filtrada
- batata doce cozida (ou batata inglesa ou abacate...)

Detalhe importante: como é um prato servido praticamente cru, tudo deve ser extremamente fresco, tá? Além disso, tenha um cuidado especial na escolha peixe. Ele é a estrela do prato! Ah, não existe quantidade exata para cada ingrediente, e essa é a melhor e a pior coisa do Ceviche.

Melhor porque te dá uma liberdade muito maior para criar e pior porque vai testar todas as suas habilidades de bom cozinheiro... A única regra é ir provando a mistura, aos poucos, para equilibrar os sabores.

Mas existem alguns macetes... Primeiro: quando cortar a cebola roxa, coloque os pedacinhos de molho na água gelada, porque assim ela perde um pouco do ardido. Também use umas pedras de gelo para refrigerar o peixe antes de adicioná-lo ao Ceviche.

Além do peixe você pode colocar camarão, lula, mariscos, vieiras e outros frutos do mar na preparação. Todos combinam muuuitooo bem! Dependem só do seu paladar...

E se você vai preparar ceviche pela primeira vez, faça uma porção pequena. Desta forma é mais fácil harmonizar os ingredientes. Depois do Ceviche montado o ideal é deixá-lo "descansar" por, pelo menos, duas horas para que o tempero do prato "apure". E, não se esqueça: um pouco antes de servir o Ceviche, coloque as taças no freezer para que elas fiquem bem geladinhas, ok? Tenho certeza que será um sucesso! Claro, vai faltar a praia, mas nem tudo é perfeito, não é mesmo? Rsrs...

"La Zebra", uma das praias privativas mais bacanas de Tulum!
Porque perfeição mesmo foi esta praia que curtimos até o sol se pôr, quando voltamos ao centro da cidade... Passamos três dias em Tulum e e jantamos em restaurantes incríveis! O que eu mais gostei e que recomendo é o "La Nave", localizado na rua principal.

La Nave: uma ótima opção em Tulum!
Detalhe: não é propaganda! Não comi de graça e nem ganhei nada com esta divulgação, ok? Mas, mesmo sem patrocínio (rsrs...) este restaurante vale a indicação. Pra começar, tem uma decoração incrível: luz de vela, bóia nas paredes (lembrando uma embarcação dos anos 20), poucas mesas e comida mediterrânea. O ambiente é, no mínimo, aconchegante. Aliás, pra mim, por conta do maridão, o lugar era romântico mesmo... Rsrs...

Linda miniatura decorativa na parede do "La Nave".
Lá comi uma das melhores massas de pizza. Leve, crocante, fininha... Do jeito que eu gosto! Coberta de cogumelos paris e presunto de parma.

Pizza de cogumelos e presunto de parma...
De "acompanhamento", uma cerveja estupidamente gelada! Aliás, por falar nisso, esta bebida no México também me surpreendeu. Tá, sei que não é artesanal e que não segue a "Lei da Pureza Alemã de 1516", já que são feitas de cereais maltados e não maltados.

Mas, se comparadas às concorrentes brasileiras - que mais parecem uma água suja e azeda, são infinitamente superiores em cor, corpo e sabor. Ah, sei de tudo isso porque tenho pai e irmã cervejeiros mas isso é assunto para outro post...

Pois é, tomei "Corona" em vários lugares e gostei bastante! E foi assim que fechamos mais um dia perfeito na Península de Yucatán: luz de vela, forno à lenha boas histórias para contar...

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