Doce Relicário das Américas

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Melhor doce de leite da vinha vida e, sem dúvida, o melhor de Puebla! É da Dulceria La Rosa Caracoles!
Nunca gostei muito de doce... Mas confesso: fiquei apaixonada pelos doces de Puebla. Acho que nem foi pela tentação do açúcar não... É que todos, todos os que vi são lindos! Coloridos, bem acabados... Muito criativos!

Lindos, gostosos e bem baratos!!!
É tudo tão bem feito que você pode até não gostar, mas, certamente, vai ter vontade de prová-los. E foi o que eu fiz. Comprei vários, de diversas lojas. Aliás, em Puebla, loja de guloseimas é o que não falta.

Doces de Puebla: bons, bonitos e baratos!
A cidade, a 130 km de distância da capital mexicana, é famosa, entre outras coisas, pela rua dedicada aos produtos. Um lugar bastante agradável, que me lembrou muito as vielas de Ouro Preto... Semelhança que não pára por aí.

As duas cidades são tombadas pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade. E as duas tem aquele ar interiorano requintado do qual eu tanto gosto... O que é meio louco de se pensar já que Puebla possui 1,5 milhões de habitantes (1/3 de todo o Estado - que também se chama Puebla) e a antiga Vila Rica só 70 mil moradores... Mas Ouro Preto e a culinária mineira são assuntos para outro post, né?

Mesmo porque, falar do local fundado pelos conquistadores espanhóis em 1531 não é tão fácil assim. Não vou resumi-la como a cidade dos doces porque seria, no mínimo, um sacrilégio. Puebla é rica. Única. Plural.

Belíssimo portal de pedra!!!
Andamos bastante pelo México. Fomos de Cancún ao Golfo (Mérida). Passamos cinco dias visitando a capital e outros três em Puebla e cidades vizinhas. Foram 20 novos municípios nos quais colocamos o pé (saiba tudo sobre nossa expedição pelo México no site do maridão, o PróximoEmbarque.com).

Com o maridão em uma das praças de Puebla...
Gostei de todos mas se tivesse que eleger um seria Puebla. A cidade te encanta por absolutamente tudo.

Compras, lazer, gastronomia e cultura: tudo num só lugar!
Primeiro porque é considerada a mais segura do México (não que eu tenha achado o país perigoso). Depois porque abriga uma diversidade cultural de fazer inveja à muita metrópole.

El Parián! Além de compras, visitando a linda feira ao ar livre você conhece muito da cultura de Puebla!
Em Puebla se come bem. Se ouve boa música em praça pública. Se visita belíssimas exposições (muitas gratuitas).

Sentar para beber um café nos restaurantes ao redor da praça principal e ouvir os cantores locais é muito bom!!!
Sem falar na exuberante arquitetura que te instiga a conhecer cada vez mais... E ainda que você tente (vai por mim, nós tentamos...) é impossível conhecer tudo.

Uma surpresa a cada esquina! Arquitetura que encanta!
Só pra se ter uma ideia, em Puebla são 2.315 prédios tombados, pertencentes a um incrível conjunto colonial construído nos séculos XVI e XVII.

Tanto que, em diversos momentos, passeando pelas ruas de Puebla, me senti tão bem (e em casa, pela semelhança com o barroco mineiro) que deu até vontade de ficar... Era só entrar em alguma das confeitarias que eu já me imaginava na cozinha, modelando aqueles delicados galinhos...

Delicados e saborosos... Verdadeiras obras de arte!
Um doce sonho! Tão lírico e fantástico quanto a própria lenda que explica a origem do lugar... Para os poblanos, um anjo teria descido com cordões de ouro e, com eles, feito o traçado da cidade. Daí o nome "Puebla de los Angeles" e, posteriormente, Puebla (o nome completo é Heroica Puebla de Zaragoza).

Órgão da Catedral de Puebla: magnífico!!!
Crença que talvez justifique o grande número de querubins que adornam as suntuosas igrejas da cidade - e elas são muitas: 128 templos católicos! Tanto que Puebla é conhecida mundialmente como o "Relicário das Américas".

Paróquia de Santa Clara, a Padroeira da TV...
Grandiosidade que reluz. No altar, no teto, nas peças sacras, nas paredes... Um exagero que não incomoda. Pelo contrário: encanta. Mas, em Puebla, nem tudo que brilha é ouro. Na Calle 6 Oriente, a famosa Rua dos Doces, o cheiro de baunilha no ar pode não ter cor, mas também chama a atenção. É sofisticado, suave, marcante!

A movimentada Calle de los Dulces...
Salta aos sentidos tanto quanto o cobiçado pó dourado... Tradição que se traduz em pirulitos, frutas cristalizadas, cocadas, maças do amor (temperadas com pozinho de pimenta, como manda o costume mexicano) e os tradicionais: camotes (doces de batata), oblea (espécie de hóstia colorida) e a tortita de Santa Clara (um biscoito com recheio bem doce).

Doces pra todos os gostos!
Isso mesmo, caro cozinheiro, na terra do mole poblano (um molho denso, feito com mais de 30 ingredientes, entre eles chiles, gergelim, amendoim e chocolate, servido, normalmente, em cima de carnes cozidas) tudo é um pouco assim: doce, delicado, bem feito.

Uma cidade que se orgulha de seu passado, que preza as tradições, que cuida com carinho de sua história (uma das principais atrações é a biblioteca Palafoxiana, a primeira das Américas, com um acervo de mais de 40 mil livros, a maioria do século VX) mas que, ainda sim, é moderna, cosmopolita. Uma preciosidade que, sem dúvida, vale a pena conhecer!

A famosa e belíssima Biblioteca Palafoxiana, sem dúvida, vale a visita!
Ah, lá é muito fácil de andar porque tudo é perto! Não precisa de carro pra quase nada, tá? Aproveite: pernas pra que te quero!

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