Vida de Cozinheiro com muito Amor!

Um brinde às nossas "Bodas de Madeira"!
O post de hoje não é para falar de comida. Mas tem tudo a ver com essa minha Vida de Cozinheiro! O texto é uma homenagem ao maridão e e às nossas "Bodas de Madeira".

Se não fosse você, Thiago Inter, esse site nem existiria! E não é exagero não! Porque até você entrar no meu coração esse portal era um blog feio, sem muito conteúdo e atualizado raramente...

Nossa primeira festa juntos: Prêmio CNT de Jornalismo 2012.
Então, nada mais justo que meu agradecimento hoje, nesse dia tão especial pra nós, fique registrado aqui.

Muito obrigada pelo companheirismo, pela amizade, pela dedicação e por fazer parte de todos os pedacinhos da minha caminhada, principalmente dessa minha jornada de cozinheira/jornalista!

Amor que o trabalho me deu! Muito obrigada Rede Minas e TV Brasil!
Já são cinco anos juntos, somando namoro e casamento. Nossa data oficial, inclusive, é bem significativa: 12/12/12. De lá pra cá sou, literalmente, outra pessoa. Quem me conhece sabe o quanto mudei em tão pouco tempo...

É, realmente, podem não ser muitos dias de convivência. 1825, pra ser mais exata. Mas essas horas renderam tanto que fica difícil acreditar como fizemos tantas coisas num período tão curto.

Todas as viagens foram incríveis, a começar pelo Uruguai. Nesse caso aí da foto, Punta Ballena.
Tem gente que se casa e ganha uma casa. Eu ganhei o mundo! Juntos já conhecemos 14 países. Viagens incríveis que nos aproximaram de uma maneira assustadora.

Todas devidamente registradas no site do maridão, o Próximo Embarque! Aventuras que, sem dúvida, me tiraram da zona de conforto!

Enfrentando o meu medo em Boca da Onça, Bonito, Mato Grosso do Sul.
Logo eu, que tenho pavor de altura, já fiz rapel na maior plataforma fixa do gênero no Brasil. A peripécia foi lá em Bonito, um dos lugares mais mágicos que já conheci na vida. 

Juntos também já entramos numa jaula repleta de crocodilos. A façanha foi lá no Croco Cun, em Tulum, no México.

Novamente enfrentando meus medos... Dessa vez em Tulum, na Riviera Maya, no México.
Deu medo? Não mais que dormir ao ar livre no meio da Floresta Amazônica. Ou entrar nas escuras águas do Rio Negro e nadar com o boto cor-de-rosa.

Ou descer de bote numa corredeira ou, ainda, dar de cara com uma sucuri durante um mergulho no Rio da Prata. Foram tantos momentos surreais que fica até difícil listar.

Snorkeling é moleza. Difícil mesmo foi dar de cara com a sucuri. Pena que ela "fugiu" da foto.
Mas se é pra enumerar, então comecemos. Sim, eu vi uma embarcação gigantesca atravessando o Canal do Panamá. E, lá, ainda contemplei o encontro dos oceanos Atlântico e Pacífico.

E por falar em construções engenhosas, também vi de perto toda a grandiosidade de uma das maiores obras da arquitetura moderna, a Itaipu Binacional. E também senti toda a energia das águas das Cataratas do Iguaçu. Conseguimos até unir Brasil e Argentina em uma única foto.

Viajantes sendo turistas. Sim, a gente tinha que tirar essa foto!
E descobrimos, depois de um longo caminho, que o diferente não é só bom. É o que, de fato, nos faz crescer.

E aprender com as diferenças foi enriquecedor! Nos aproximou de Deus e de nós mesmos. Nos fez perceber o que o que falta e o que sobra em nós Deus uniu com um propósito bem claro: despertar em nós os sentimentos que realmente importam.

Casamento é assim: segura nas mãos de Deus e vai! Muito felizes em Montevidéu, no Uruguai.
Força e fé que também tirei da nossa contemplação em Key West, o pôr-do-sol mais bonito de toda a minha vida!

Lá conhecemos o Southernmost Point, que como o próprio nome diz, é ponto mais ao sul dos Estados Unidos, estando a 145 Km de distância (em linha reta) de Cuba.

Contemplando o pôr-do-sol em Key West, na Flórida, EUA.
Aliás, em Cuba nunca fomos mas perto dela já estivemos duas vezes. A outra foi em Isla Mujeres, no México. Fomos até a ilha caribenha só pra isso: conhecer o Templo de Ixchel, em Punta Sur.

Lá está a escultura da principal deusa Maya, que marca o ponto mais próximo, em linha reta, do México à Cuba.

Punta Sur, Isla Mujeres: o ponto mais próximo do México à Cuba.
Conhecer novas religiões também é algo que nos fascina e nos faz refletir. Descobrimos, através de nossas andanças, que até Buda pode ter várias faces.

No templo budista Chen Tien, em Foz do Iguaçu, a escultura é "gordinha". Já no Templo de Nara, onde fica a maior escultura de bronze do Buda no Japão, vimos que ele é bem mais magro... Dois do mesmo. Igual a gente!

Imagem de Buda do Templo Chen Tien, em Foz do Iguaçu, Paraná, Brasil.
Imagem de Buda do Templo Todaiji, em Nara, no Japão.
E as loucuras gastronômicas? Também foram "de respeito"! Jantamos em restaurantes chiquérrimos, e provamos comidas pra lá de picantes.

Brindamos em Praga, na República Tcheca, com a cerveja de Pilsen (isso, feita na cidade que é o berço variedade da bebida), conhecemos duas casas giratórias, a da Cidade do México e a de Berlim.

Comemorando mais uma viagem juntos no Sphere, o restaurante giratório de Berlim, Alemanha.
Provei a Opéra, a famosa torta francesa e voltamos no tempo e jantamos num restaurante pré-histórico e até comemos grilo contemplando a igreja construída em cima da maior pirâmide subterrânea do mundo!

Teve romance? Claro! Beijos então, foram incontáveis. A maioria registrada em foto ou vídeo. Um dos primeiros, que é uma das fotos que mais adoro, foi em Caminito, Buenos Aires, Argentina.

Beija eu, beija eu, beija eu, me beija... Romance em Caminito, Buenos Aires, Argentina.
E o mais clichê, que só clicamos pra tentarmos deixar essa nossa caminhada um pouco mais "normal" foi na "inspiradora" Torre Eiffel que, pra mim, não é um dos lugares mais incríveis da capital francesa.

E que fique registrado, em Paris não vimos só a Torre Eiffel. Conhecemos as Catacumbas, que deixam o subterrâneo da Cidade Luz ainda mais fascinante!

Depois de tirarmos 4 mil fotos durante as andanças pela Europa, essa aí não podia faltar, né?
Aliás, esse é o melhor de casar com alguém tão parecido comigo: sempre ter companhia para as doideiras que eu invento.

E o Thiago não é só o melhor marido do mundo! Ele é um homem que não é fanático por video game. E nem por futebol. Jogo mesmo só vimos de perto dois e aqui no Mané Garrincha, em Brasília.

Não conseguimos ingresso para o jogo do Brasil, mas nos divertimos do mesmo jeito!
A primeira vez no estádio da capital brasileira foi para prestigiar o meu querido Galo, que na ocasião, perdeu de 3 a 0 para o Flamengo, e depois para vermos França e Nigéria, na Copa do Mundo de 2014.

Sem falar que o Thiago é o melhor amigo que eu poderia ter: topa de tudo! Nunca reclama ou fala que não vai. Até no concerto da Sinfônica Orquestra de Miami ele foi! E gostou!

Fato inédito para o meu "garoto musiquinha", que me aplicou Charlie Brown Jr., Jack Jonhson e Diogo Nogueira. Rsrs...

Esperando para assistir ao concerto da Orquestra Sinfônica de Miami, em Miami, Flórida, EUA.
Outro grande exemplo dessa paciência é me acompanhar, ainda que dormindo, em todos os planetários que encontramos pela frente. Sou fascinada pelo céu e não perco uma exibição do cosmos por nada!

Já fomos no planetário de Brasília, no de Tóquio, no de Valladolid, no de Nagoya, no da Cidade do México e no de Buenos Aires, pra mim, o mais fantástico!

De todos os planetários, o que mais gostei até hoje foi o de Buenos Aires, na Argentina.
Foi assim também na Terra do Tio Sam! Teoricamente já estava de ótimo tamanho visitar todos os famosos parques de Orlando e jantar no Wynwood, o badalado distrito de Miami dos enormes muros grafitados (adoro esse tipo de arte!!!).

Mas minha paixão por museus queria mais! Queria dirigir 200 km pela Flórida, de Orlando à São Petersburgo só pra ver o Salvador Dali Museum foi simplesmente demais!

Museu Salvador Dalí, um ótimo motivo pra conhecer São Petersburgo!
Detalhe: essa foi a mesma distância que percorremos de Puerto Iguazú, cidade argentina que faz fronteira com o Brasil, até San Ignacio Miní. Lá vimos de perto as famosas ruínas jesuítas, consideradas Patrimônio Mundial da UNESCO.

O complexo, localizado na Província de Misiones e fundado em 1632, durante a colonização espanhola, chama a atenção dos historiadores. Muitos acreditam que soldados alemães, incluindo Hitler, fugiram pra lá depois de serem derrotados na Segunda Grande Guerra Mundial.

De jornalistas a historiadores em San Ignacio Miní, as ruínas jesuítas da Argentina.
E por falar em guerra, voltemos aos Estados Unidos. Mas pra falar de coisa boa! A façanha não foi só conhecer as obras do gênio Dalí. Meu lado "nerd" também ficou cheio de vontades. Quis chegar até Cabo Canaveral e conhecer o parque da Nasa.

E foi o que fizemos! E valeu muito a experiência! Mesmo porque não é todo casal que faz junto até curso da Nasa, né?

Casal que faz curso da Nasa junto permanece unido! Rsrs... Em Cabo Canaveral, na Flórida, EUA.
A última aventura foi passar um mês no Japão. Mais um sonho meu que o Thiago me ajudou a realizar! E que logo eu começo a contar aqui!

Foi uma experiência incrível! Foi como estar, literalmente, do outro lado do mundo e de cabeça pra baixo! kkk... Tudo a ver, inclusive, com o nosso casamento!

Nosso casamento no Templo da Boa Vontade, em Brasília! Um dos dias mais felizes de toda a minha vida!
A decisão mais difícil e certa que tomei nessa vida! A sacudida que faltava para me tirar do prumo e me colocar no meio caminho. Aquele pelo qual todos nós temos o direito e o dever de passar.

Uma jornada incrível chamada vida que, há cinco anos, graças a Deus, eu tenho a honra de dividir com essa pessoa incrível chamada Thiago Inter!

Nessa jornada quero sempre estar assim: aproveitando a viagem ao seu lado! Muito bacana cruzar a ilha de Cozumel assim!
Muito obrigada, metade da minha mochila! Sem você essa trajetória não teria nem um décimo do gosto e do aroma que tem! E meu ânimo para essa Vida de Cozinheiro não seria tão grande!

Você é e será sempre o escritor anônimo desse blog! Seja através de suas belas fotos, das suas sugestões de matérias ou das nossas viagens espetaculares!

É muito gratificante estarmos no mesmo barco. Na Amazônia, então, nem se fala!
Seja, ainda, corrigindo meus textos ou, simplesmente, do seu apoio com as tarefas domésticas. Sem sua ajuda não teria tempo para me dedicar à esse projeto!

Muito obrigada mesmo! Que venham os próximos cinco anos e os Próximos Embarques! E que essa nossa Vida de Cozinheiro seja sempre assim, recheada de boas emoções, sentimentos nobres, verdade e fé!

Kanpai! P.S.: saúde em japonês...

Enfiando o pé na Jaca!

Ganhando uns quilinhos no Japão! Gastronomia de primeira qualidade!
Tem coisa melhor que comer o que se gosta? Ou se surpreender com um novo sabor? Acabei de voltar do Japão com um a câmera cheia de recordações e três quilinhos a mais!

E lá, nem fiquei sofrendo pelo número da balança não. Entreguei pra Deus. Provei todos os famosos pratos japoneses e mandei a dieta para o espaço! Normal. Férias e fim de ano é assim mesmo: hora de enfiar o pé na jaca!

Detalhe: por isso estou há tempos sem escrever, já que fiquei um mês na "Terra do Sol Nascente". Foi, sem dúvida, a experiência mais enriquecedora da minha vida! Desconheço país que supere o Japão em qualquer quesito. Comida, então, nem se fala!

Tempurá de camarão e noodles, uma iguaria tipicamente japonesa!
Tem muita coisa bacana para te contar sobre a gastronomia japonesa. Aguarde porque logo, logo eu vou começar a escrever sobre as delícias que eu provei do outro lado do mundo. Iguarias de encher os olhos! Um verdadeiro convite ao exagero!

Por falar em comer além da conta, acabei me lembrando da jaca lá do sítio do meu cunhado. Afinal, não é só a expressão que é popular. A fruta é muito comum aqui em Brasília.

Jaqueira do sítio do Luiz!
Não sei se é tão apreciada lá em Minas porque quando morava em BH (nasci e passei 35 anos lá) nunca tinha visto uma jaca de pertinho, quiçá provado. 

Mas no Planalto Central a iguaria pode ser, inclusive, vista com facilidade pelas ruas da capital brasileira. Aliás, já até escrevi sobre essa peculiaridade da cidade de ser uma espécie de grande pomar

Pé de jaca nas ruas do Cruzeiro, em Brasília. Foto: Toninho Tavares
Eu, como toda candanga que se preze, não estou acostumada com tanta fartura em espaços público e, mesmo depois de quase 5 anos de “candanguice”, continuo me surpreendendo e me encantando com as árvores frutíferas espalhadas por Brasília.

Realmente dá gosto de ver! Uma dessas preciosidades é a jaqueira. Acredita-se, ainda, que a jaqueira seja originária da Índia. 

Diferença gritante dos tamanhos: jaca bebê e jaca pronta pra ser colhida!
O exemplar é considerado uma espécie nativa no sul e sudeste asiático. Lá na Índia, inclusive, segundo informações da internet (infelizmente eu ainda não fui lá para comprovar) a polpa da jaca é fermentada para a confecção de aguardente. 

Aqui no Brasil, normalmente, come-se a polpa crua, sendo muito comum também fazer doces e geleias com o produto. 

Jaca partida ao meio. Texturas que encantam!
Segundo o site do Globo Rural, o fruto da jaqueira pode pesar até sessenta quilos e medir cinquenta centímetros.

As sementes também podem ser consumidas depois de cozidas ou assadas, tendo gosto semelhante ao da castanha portuguesa. Eu nunca fiz o teste, mas fiquei com vontade de experimentar! 

A semente da jaca é muito apreciada, principalmente pela comunidade científica!
Bem, da fruta hoje eu já conheço um pouco e sempre levo um pedaço pra casa quando vou ao sítio do Luiz, meu querido cunhado! E toda vez que apareço por lá acabo tirando foto dessa incrível “frutinha”.

Pode parecer besteira, mas fico um tempão tentando entender como aquele “cabinho” é capaz de suportar uma peso tão grande! Rsrs...

Tudo bem que o cabinho mais parece um cipó, mas olha o tamanho dessa fruta! Um desafio à Lei da Gravidade! kkk...
Aí já viu, né? Todos tiram onda comigo, a começar pelo maridão que fica rindo quando eu começo a fazer selfie na jaca... 

Mas, "no frigir dos ovos" ele sempre ajuda e as melhores fotos acabam sendo sempre as tiradas pelo Thiago. E tem pose de todo jeito. Só faltou mesmo clicar eu enfiando o pé na jaca!

Jaqueira, uma árvore que me encanta!
Aliás, você sabia que a famosa expressão originalmente não foi dita dessa maneira? Isso mesmo. O certo quando queremos dizer que alguém exagerou em algo deveria ser "enfiar o pé no jacá".

E esse jacá, no caso, não tem nada a ver com a gigantesca fruta. Jacá era um cesto de vime, bambu, cipó ou palha que ficava na frente dos botequins-quitandas cheio de frutas e legumes. Esses bares começaram a existir no Brasil no início do século XVIII e foram bem populares até outro dia.

O cesto de vime pendurado na parede é o famoso Jacá. Foto: Museu do Tropeiro de Itabira.
Outra teoria revela que os jacás eram cestos que ficavam pendurados nos lombos de mulas, burros ou cavalos para o transporte de mercadorias usados nos séculos XVII e XVIII pelos tropeiros. 

Como os comerciantes faziam longas viagens e paravam diversas vezes para descansar eventualmente eles acabavam bebendo.

Alterados pelo consumo do álcool, ao tentarem montar novamente nos animais para seguirem a estrada eles acabavam enfiando o pé no jacá em vez do estribo.

Tropeiros levando a boiada. No lombo dos burros estão os jacás pendurados. Ilustração: Feira de Sorocaba - Getúlio Delphim.
Com o passar do tempo o transporte deixou de ser o animal, o jacá foi, infelizmente, substituído pela sacolinha de plástico e a expressão, bem ao estilo "telefone sem fio", acabou se tornando "enfiar o pé na jaca"!

A nova frase e seu significado foram, inclusive, legitimados pela TV. A novela "Pé na Jaca", de 2006, levou a expressão para os quatro cantos do país.

Novela "Pe na Jaca", da Rede Globo. Foto: blogventonorte.blogspot.com.br
Todos passamos a ouvir diariamente a versão global. E até quem sabia do velho jacá aceitou a nova gíria como sinônimo para "exagero" ou "trapalhada" e o milagre da "mutação do termo idiomático" aconteceu...

Nem vou entrar no mérito da influência das novelas da vida do povo brasileiro porque o assunto é tão controverso que renderia uma página inteira. Críticas à parte, se formos pensar bem, faz sentido trocar o jacá pela jaca, já que essa deliciosa fruta por si só já é um exagero, não é mesmo? 

Exagero é o tamanho da frutinha! Rsrs...
Dá para entender perfeitamente porque a expressão "caiu no gosto popular"! Rsrs... Aliás, "cair no gosto" é outra expressão idiomática que também já foi diferente. O correto era "cair no goto", ou seja, na glote. Mas esse assunto também vai ficar para um próximo post, ok?

Porque a ideia de hoje é exagerar! E se é pra ser assim, nada melhor que enfiar o pé na jaca comendo quilos e quilos da saborosa fruta! Mesmo porque, a jaca, além de deliciosa, é bem saudável.

A gente sempre divide a jaca em potes e distribui pra família e para os amigos.
Um gominho dessa iguaria possui alto teor de ferro, e vitaminas do Complexo B. E não é só a polpa não. Pesquisadores da USP estão produzindo a partir da proteína encontrada na semente da jaca uma pomada capaz de regenerar mais rapidamente os tecidos, ideal para o uso em vítimas de queimaduras. 

Já os especialistas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto descobriram que outra substância encontrada na semente da jaca é capaz de auxiliar nosso sistema imunológico a se defender de parasitas. O estudo pode ser um avanço no combate às doenças infecciosas.

Vontade de sair puxando esses gominhos! Sim, adoro "enfiar o pé na jaca"!
E teve até quem descobrisse propriedades gastronômicas da jaca. Docentes da ESALQ identificaram na semente torrada da jaca um aroma característico de chocolate. A semelhança poderá render, futuramente, em escala industrial, um novo destino ao caroço que, normalmente, vai para o lixo: virar substituto do achocolatado em pó.

Mas enquanto esse futuro não chega o que temos (e aqui em Brasília de graça) é a fruta no pé! Então aproveite as propriedades desse incrível alimento e se esbalde! Afinal, cometer excessos também faz parte dessa Vida de Cozinheiro! Bom apetite!

Boas Práticas para a Vida!

Aprender a lavar as mãos corretamente é a primeira aula do curso de Boas Práticas.
Outro dia eu publiquei a minha receita de geleia de jambo-amarelo. Mas faltou dizer muita coisa... Era tanta informação importante indiretamente relacionada ao processo de produção de geleia que eu resolvi transformar o artigo em outro post.

Geleia de Jambo-Amarelo!

Geleia de jambo-amarelo: delícia com gosto de rosas!
Geleia é sempre uma ótima opção quando você tem muita fruta dando sopa na sua geladeira. Esse foi o caso do jambo-amarelo. 


Jambo, a fruta com gosto de perfume!

Jambo-amarelo, a deliciosa frutinha com sabor de rosas...
Nunca tinha ouvido falar de jambo, quanto mais visto essa deliciosa frutinha. Aí, outro dia, fui a um sítio com a Ju, minha cunhada, e o Luiz, marido dela. Eles me apresentaram ao jambeiro

Temperos: muito além de alho e sal!

Temperos: colorido que faz bem! Foto: Dina Said / commons.wikimedia.org
Estava revendo o maravilhoso filme "O Tempero da Vida" e pensando no quanto as especiarias e as ervas aromáticas são grandes aliadas do cozinheiro! Aqui em casa pode até faltar sal, mas ervas e temperos especiais nunca!

Le Chef, gastronomia de qualidade na Netflix!

Em "Le Chef", Jean Reno e Michaël Youn deixam claro o que é ser um cozinheiro! 
Cozinheiro que ama o que faz descansa pensando em comida. Não tem jeito! Ou é conhecendo um novo restaurante ou inventando uma receita ou, ainda, vendo um filme gastronômico.

Bolo de Cenoura da Mamãe!

Bolo de cenoura! Receita da mamãe que eu adoro!
Há um tempo, eu resolvi colocar a receita de bolo de cenoura da mamãe aqui mas, por conta de um fermento, o post mudou de rumo...

Jantar na Torre de TV de Berlim!

Com o maridão no Sphere Restaurant, apreciando a vista da maravilhosa Berlim!
Sei que é clichê mas, pra mim, a Cidade Luz é mesmo Berlim! Ainda mais vista do alto e saboreando uma bela comida! Nada contra Paris, que também é linda! Mas Berlim... 

Almoçando no Mercado de Manaus!

Provando o famoso Tucunaré no Mercado de artesanato de Manaus!
Nosso primeiro almoço em Manaus foi incrível! Seguimos a sugestão do Djalma, o melhor taxista da capital, e fomos provar as delícias da culinária manauara no Mercado Municipal Adolpho Lisboa

Sabores da Amazônia!

Mari-mari, a graciosa fruta que provei na Amazônia!
Difícil definir o sabor da Amazônia. São tantas cores, aromas, nomes curiosos... Resolvi, então, listar alguns dos alimentos que mais chamaram a minha atenção durante minha curta (e produtiva) temporada na selva.

Provar, no meio da mata fechada, coisas que você nem sonhava que existia é uma experiência fantástica!
MARI-MARI

Começo pela curiosa frutinha que leva meu nome: mari-mari. De cara o formato da casca me fez pensar que o mari-mari se tratava, de fato, de uma vagem. Nunca pensei que aqueles gominhos verdes que poderiam ser doces... E são! E tem gosto de pastilhas Walda! Rsrs...

Mari-mari à venda na banca do seu Siqueira, no galpão das frutas, em Manaus.
Explico: na verdade eu não estava totalmente errada. O seu Siqueira, feirante do mercado de frutas de Manaus me contou que o Mari-mari (ou Inguamari) é um fruto em vagem que fica amarelo quando está totalmente maduro.

Essa casca pode ter de 40 a 80 centímetros de comprimento e, dentro dela pôde-se encontrar de 40 a 120 sementes. Esses gominhos tem a parte de fora comestível. Essa polpa é meio gelatinosa e bem saborosa! Adorei!
            
Ah, não tive só o prazer de provar a fruta. Na Amazônia, passeando de barco, o Chilton me apresentou a árvore do Mari-mari. Exemplar exuberante que sobressai em meio à floresta alagada! 
            
CONGO DO BABAÇU

Lá na selva eu não só pude admirar as belezas amazônicas. Eu tive a chance de prová-las! E aí, nesse quesito, não teve concorrente: o Congo do Babaçu foi minha grande descoberta!

Larva de vaga-lume tirada de dentro do Congo do Babaçu... O maridão foi o primeiro do grupo a comê-la.
Já tinha comido grilo em Cholula, no México. Mas essa experiência na selva foi bem mais significativa! 

Primeiro porque não tive a oportunidade de temperar a larva e depois porque estava ali, no meio da selva. E o contexto fez toda a diferença. Foi muito bacana poder experimentar algo que já foi uma das principais fontes de proteína da população ribeirinha.
            
O Congo do Babaçu, que tem um delicioso gosto de coco, é, na verdade, a larva do vaga-lume que perfura o coco ainda verde e se desenvolve dentro dela. Depois de totalmente formada, sai da casca e passa a iluminar a bela noite amazônica. 

O Congo do Babaçu há tempos, infelizmente, não é mais consumido pelos locais. Com o aumento da frota dos barcos-supermercados e a facilidade do acesso aos alimentos ultraprocessados, o "projeto de vaga-lume" virou alimento para turista. 

PIRANHA

Pesca de piranha na Amazônia: programa de turista!
Já tinha visto piranha bem de perto lá no Pantanal, mas não tive a oportunidade de pescar um exemplar. Desejo também realizado na selva! Aliás, a pesca de piranha no Lago Juma, que é um afluente do Rio Amazonas, foi um espetáculo à parte. 

Pescando pela primeira vez na vida!
Nunca tinha participado de uma pescaria na vida. E pra ser bem sincera não achei que isso daria certo por conta da minha imensa dificuldade em ficar calada... rsrs... jornalista, pequena e curiosa já viu, né? Mas deu muito certo!
          
Em parte acho que foi por conta de organização do grupo no barco. É que o Chilton, nosso querido guia, me colocou entre o Thiago e o Suzuki. Aí ficou fácil. O maridão já sabe (de trás pra frente) como me "manter quieta" e o seu Suzuki é o japonês mais tranquilo e sereno do planeta. 

Aí, caro leitor, não tive outra opção senão pescar! E deu muito certo! Fui a primeira a pegar um peixe! Detalhe: uma piaba (quase do meu tamanho) e pescada pela asa!

Só eu mesmo... Pescar piaba pela asa... Rsrs...
Sério! Não é história de pescador não! Aquela fofura, daquele tamaninho, foi içada pela asa! Depois de tamanha façanha, pescar piranha foi moleza! Rsrs...

Olha só a alegria da garota!!! Rsrs...
O maridão pescou jantar pra cinco pessoas!
Trabalho concluído (no fishing, no dinner) voltamos para a pousada Juma Lake Inn e a simpática esposa do Gerry, a dona Maria Cleide, fritou as piranhas pra gente. Gostei bastante do sabor da carne! Só fiquei um pouco incomodada com a quantidade de espinhos...

Piranha pescada por nós! Só por isso, ficou ainda mais saborosa!
Mas valeu demais a experiência, ainda que também seja "modinha de turista"... Rsrs! Obrigada, meninos!

TAMBAQUI

Existe uma rixa entre Tambaqui e Tucunaré, que são os peixes mais famosos da Amazônia e os preferidos dos moradores locais por serem mais carnudos e saborosos. E esses peixes são, realmente, incríveis!

Eu, particularmente, acho que o Tambaqui dá de mil!!! É o peixe mais saboroso que comi no Amazonas!

Tambaqui no aquário do Museu da Amazônia, o MUSA, em Manaus.
Aliás, o Tambaqui frito que comi no Mercado de Artesanato de Manaus foi uma coisa do outro mundo. Rsrs...

Mas o gostinho de "quero mais" do sabor desse peixe que guardo na memória foi o do meu primeiro almoço no Juma Lake Inn. Foi uma viagem tão longa! Saímos de Brasília às 6 da manha e só chegamos na selva à uma da tarde...
            
Estava verde de fome! Pra completar, fomos recebidos com um delicioso almoço! Bem caseiro! Nada demais, mas tudo bem feito: arroz, feijão, farinha, mandioca frita e Tambaqui...

Tá ou não tá lindo esse prato? Primeiro almoço na pousada Juma Lake Inn. Adorei!
Aí, caro cozinheiro, foi amor à primeira mordida! Desde então o Tambaqui é o meu peixe favorito! Aliás, saímos encantados no Juma Lake Inn! Por tudo! Pela comida, pela hospitalidade, pelas experiências...

Aproveito para agradecer, novamente, ao Gerry Hardy, à esposa dele, dona Maria Cleide, ao Chilton Norman e ao Wilson Neto, da Iguana Turismo, pelo carinho e pela atenção. Muito obrigada, amigos! Já estados morrendo de vontade de voltar!
---------------------------------------------------------------------------------------------------------

Nós te ajudamos com esta postagem? Então siga o Vida de Cozinheiro nas Redes Sociais e ajude a divulgar o nosso trabalho compartilhando este conteúdo.


Toda nossa obra é oferecida gratuitamente aos leitores.